Visto D1 Portugal: O Guia Completo para Trabalhar com Contrato de Trabalho
Se você recebeu uma oferta de emprego em Portugal, o Visto D1 (também conhecido como Visto de Trabalho Subordinado) é o caminho mais seguro e legal para viver e trabalhar no país. Este visto é destinado a profissionais estrangeiros que já possuem um contrato de trabalho válido ou uma promessa de contrato com uma empresa portuguesa.
Importante: O Visto D1, assim como os demais vistos de residência, deve ser solicitado fora de Portugal. Se você está no Brasil, o pedido é feito no consulado português da sua região ou na VFS Global, a empresa terceirizada responsável pelo recebimento da documentação.
Consulte o site oficial da VFS Global no Brasil para agendar o atendimento e iniciar o processo.
O que é o Visto D1 (Visto de Trabalho Subordinado)?
O Visto D1 é a autorização concedida a cidadãos estrangeiros que pretendem exercer uma atividade profissional subordinada em Portugal. Isso significa que você terá um vínculo empregatício com uma empresa portuguesa, atuando como funcionário contratado.
É importante não confundir com o Visto D2, que é destinado a trabalhadores independentes e empreendedores que desejam abrir o próprio negócio ou prestar serviços como autônomos.
Como funciona a contratação para o Visto D1?
Conseguir um contrato de trabalho em Portugal estando no Brasil é um processo burocrático, mas possível. A lei portuguesa exige que as empresas sigam uma ordem de prioridade na hora de contratar, para proteger o mercado de trabalho local. O processo geralmente segue estes passos:
- A empresa anuncia a vaga na plataforma do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), o como o “SINE” no Brasil.
- A vaga é oferecida primeiro a cidadãos portugueses ou residentes em Portugal.
- Se não houver candidatos, a vaga é aberta para cidadãos da União Europeia.
- Em último caso, e com autorização do IEFP, a empresa pode contratar um cidadão estrangeiro residente fora da UE, como é o caso de quem solicita o Visto D1 estando no Brasil.
Por isso, o contrato vindo do Brasil é mais raro, mas acontece principalmente para profissões altamente especializadas ou com falta de mão de obra em Portugal.
Documentos necessários para solicitar o Visto D1
Com o contrato em mãos, é hora de reunir a documentação para o consulado. A lista pode variar ligeiramente, mas geralmente inclui:
- Contrato de trabalho ou promessa de contrato, com detalhes como função, horário, salário e identificação do empregador.
- Declaração do IEFP: Documento que a empresa deve fornecer, comprovando que a vaga foi oferecida prioritariamente ao mercado local.
- Formulário de pedido de visto: Preenchido e assinado.
- Passaporte válido: Com validade superior a 3 meses.
- Comprovante de meios de subsistência: Extratos bancários, declaração de Imposto de Renda, etc.
- Comprovante de alojamento em Portugal: Pode ser uma reserva de hotel, contrato de arrendamento ou uma carta-convite.
- Seguro de viagem: Seguro saúde com cobertura em Portugal, brasileiros tem a opção de usar o PB4, mas lembrando que são coisas diferentes em questão de coberturas.
- Certificado de antecedentes criminais: Emitido pela Polícia Federal do Brasil.
- Duas fotos 3×4: Recentes, coloridas e com fundo branco.
- Cópia autenticada do RG: Em cartório autorizado.
- Carteira de Vacinação Internacional (CIVP): Obrigatória para viajantes.
- Comprovante de pagamento da taxa de visto: Pago à VFS Global. Consulte as taxas vigentes no site da VFS.
Depois do Visto Aprovado: Chegada em Portugal e Autorização de Residência
O prazo de análise do visto é de até 60 dias. Uma vez aprovado, o visto no passaporte permite a entrada em Portugal e tem validade de 120 dias (podendo ser de entrada dupla). Não perca tempo! Ao chegar, você deve iniciar o processo para trocar o visto pela Autorização de Residência no SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), atualmente integrado à AIMA.
Atenção à Declaração de Entrada
Se você fizer escala em outro país da União Europeia antes de chegar a Portugal, é obrigatório comparecer a AIMA em até 3 dias úteis para fazer a Declaração de Entrada. Caso contrário, estará sujeito a uma coima (multa) que pode chegar a €160.
Documentos para a Autorização de Residência (no SEF/AIMA)
Agende seu atendimento pelo telefone 808 202 653 / 808 962 690 ou pelo portal da AIMA/SEF e apresente os seguintes documentos:
- Formulário de requerimento (fornecido no local).
- Passaporte com o visto D1 válido.
- Duas fotos tipo passe (4,5cm x 3,5cm).
- Comprovante de morada em Portugal.
- Comprovante de meios de subsistência.
- NIF (Número de Identificação Fiscal).
- NISS (Número de Inscrição da Segurança Social).
- Seguro de saúde ou comprovante de número de utente do SNS.
- Certificado de antecedentes criminais (emitido em Portugal ou do país de origem).
Com a Autorização de Residência aprovada, você receberá um cartão de identificação (título de residência), que substitui o passaporte para fins de identificação no país e garante seus direitos como residente legal em Portugal.
Nota: Este conteúdo é um resumo informativo. As regras de imigração podem mudar. Consulte sempre o site oficial do consulado português ou da AIMA/SEF.
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